Momento histórico para o Rock – não, não estou falando do Rock in Rio!

Sound Central, o festival mais digno do termo “ROCK” que minha geração presenciou até agora, aconteceu no último sábado (1º/10/2011) em Cabul, Afeganistão, e reuniu cerca de 450 jovens pagantes, além de outras centenas que cercavam as ruas vizinhas.

Há quase 3 décadas o país (islâmico e profundamente conservador) não recebia um festival musical e, para que este acontecesse sem riscos de ataques, mativeram em sigilo data e local até o último momento.

O fotojornalista australiano Travis Beard, organizador do evento, reuniu bandas do Uzbequistão, Cazaquistão, Afeganistão e Austrália no parque Jardins Babur, que contou com uma forte segurança – seguranças, aliás, que dançaram ao som do rock! Sua motivação foi o talento dos companheiros da banda que ingressou ao ir morar em Cabul.

Foram seis horas de blues, indie, música eletrônica e death metal.

Os shows foram interrompidos duas vezes para não atrapalhar a oração dos fiés nas mesquitas próximas. Outra peculiaridade diz respeito à ausência de bebidas alcóolicas no local, e à venda exlusiva de kebabs como petiscos.

Travis Beard, organizador do Soud Central

 

Foto: Reuters

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Chegar atrasado é um hábito cultural

De acordo com a regra dos bons costumes, chegar no horário marcado é questão de educação. Mas, hoje vou apresentar uma justificativa antropológica que prova que atrasos são culturais.

Os ingleses são conhecidos por sua pontualidade, mas em nada tem a ver com educação. Veja bem, quando o relógio foi aperfeiçoado e fizeram sua versão de bolso – isto no século XIV – poucos podiam tê-lo, pois era caríssimo; na época era considerado uma jóia e se tornou um símbolo da aristocracia. Chegar aos compromissos pontualmente significava ter um relógio, consequentemente, ter, também, (muito) dinheiro.

Quando a corte portuguesa veio ao Brasil, no início do século XIX, as missas só começavam após a chegada dos nobres à igreja, que por sua vez só saiam de seus aposentos após ouvirem as badaladas do sino, que era o “aviso” ao povo de que a celebração estava prestes a se iniciar.

Culturalmente, no Brasil, chic é chegar atrasado! Ok, só não faça isto no trabalho, a menos que queria ouvir um “está demitido!” em alto, pontual e bom som.

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T.V: Cultura Universal

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